Revisão da Literatura

Força Muscular

    De acordo com os autores Gobbi; Villar e Zago (2005) a força muscular é o resultado da contração ou tensão muscular, máxima ou não, com ou sem produção de movimento ou variação do tamanho do músculo.

    A definição de força muscular para Barbanti (1979) é “a capacidade de exercer tensão muscular contra uma resistência, envolvendo fatores mecânicos e fisiológicos que determinam a força em algum movimento particular”.

    Para Zakharov(1992) a força é a capacidade de superação da resistência externa e da contra-ação a esta resistência por meio dos esforços musculares.

    Knuttgen diz que força muscular é a “quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar em um padrão especifico de movimento em uma determinada velocidade de movimento”.

    Para Barbanti (1979), a força pode ser de duas formas: dinâmica e estática.

  • A força dinâmica é quando existe um encurtamento das fibras musculares, provocando uma aproximação ou afastamento dos seguimentos ou partes musculares próximas, portanto há movimento.

  • Força estática é aquela em que não existe encurtamento das fibras musculares, portanto não há movimento. Há, porém, um aumento do tônus muscular, provocando um aumento da tensão muscular. Esse trabalho se chama isométrico.

Treino da Força

    Treino de força de acordo com Baechle (2000), também denominado de treino com pesos, refere-se ao uso de halteres, pesos, aparelhos e outros equipamentos (coletes com pesos, bastões, elásticos e outros) com o propósito de melhorar o condicionamento físico, a aparência e/ou o desempenho desportivo.

    Percebemos que todos os desportos necessitam de um bom treino de força para a boa realização de movimento e técnicas em um determinado desporto..

    Segundo Oliveira (1998), na etapa posterior às cargas concentradas, ocorre o fenómeno denominado Treino DESPORTIVO do E.P.D.T. ‘‘Efeito Posterior Duradouro de Treino’’ das cargas concentradas. Tal etapa favorece o desenvolvimento eficaz da técnica específica e da velocidade motora, força e deslocamento em níveis não possíveis pelo método tradicional.

    GRECO (1995) diz que as capacidades são pré-requisitos de ordenamento e estruturação para uma determinada classe de tarefas motoras, que, em certos momentos, ou situações no desporto, exigem a execução de uma técnica específica.

    Temos muitos desportos que trabalham a força, como por exemplo, o ténis que segundo Vretaros (2002), o treino de força explosiva no ténis sofre uma correlação entre a força e o tempo de aplicação. Isso significa que durante a realização do gesto desportivo no ténis, como no saque, o treino objectiva uma otimização entre a resistência a ser vencida e a força aplicada, ou seja, a relação curva força-velocidade. O futebol que segundo Verkhoshanski (1990), a etapa de carga concentradas de força como requisito prévio, acompanhada de estimulações metabólicas específicas na etapa de aproximação competitiva do futebol, cria base para aprimoramento de capacidades específica.

    De acordo com Dantas (2003) os tipos de forças são: força dinâmica, força explosiva, resistência muscular localiza e a força estática.

Testes propostos para medir a força

  • Teste de preensão da mão – Grip Dinamômetro

  • Teste de força abdominal

  • Salto vertical

  • 10 saltos sucessivos

  • Arremesso de medicine-ball

  • Salto longitudinal

  • Teste na barra estatico

  • Teste de 1 RM.

    Conclusão

        Com base no que foi referido por pesquisadores e investigadores da área, podemos concluir que a força muscular pode ser considerada componente fundamental da aptidão física voltada para a manutenção da qualidade de vida, ou aumento de performance desportiva, fazendo parte da maioria dos programas de treinamento físico com vistas à saúde ou ao rendimento.

        Fica claro para nós investigadores que nenhuma valência física atua sem a presença de algum tipo de força sendo que os exercícios resistidos (ER) são apontados por diversos autores como o principal e mais eficiente método para aumento da força seja ela força rápida, força explosiva ou de resistência.

        Assim sendo seria impossível não relacionar algum dos tipos de força com treino desportivo, pois a força serve de base para os períodos preparatórios do treinamento de alto nível bem como para as pessoas que visam apenas uma melhor qualidade de vida.

    Referências

    • BAECHLE, T. R. Treinamento de Força/ Passos Para o Sucesso. 2ª edição – Porto Alegre – RS. Editora Artmed. 2000.

    • BARBANTI, V. J. Teoria e Prática do Treinamento Desportivo. 2ª edição – São Paulo – SP. Editora Edgard Blucher. 1979.

    • FLECK, S J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular – 2ª edição – Porto Alegre – R.S. – Editora Artes Médicas Sul Ltda – 1999.

    • GRECO, P. J. O ensino do comportamento tático nos jogos esportivos coletivos aplicação no handbol. Campinas: UNICAMP, 1995 (Tese de Doutorado).

    • JÚNIOR, B. H. O. Musculação e periodização de treinamento – 1ª edição – Rio de Janeiro – RJ. Editora Sprint 1998.

    • OLIVEIRA, P. R. O Efeito Posterior Duradouro de Treinamento (EPDT) das Cargas Concentradas de Força. (Tese de Doutorado). Unicamp, Campinas,1998.

    • VERKHOSHANSKI, Y. V. Entrenamiento Deportivo: planificación y programación. Barcelona, Martinez Roca, 1990.

    • WEINECK, J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular – 2ª edição – São Paulo – SP. Editora Manole. 1999.

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